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Fechar o caixa todo dia em 10 minutos

Lançar na hora, separar por forma de pagamento, conferir o dinheiro e deixar o cartão pro dia que cai. A rotina que faz a conta bater.

· 5 min de leitura · Por Victor Dias · Caixa, Financeiro, Oficina, Vidraçaria

Fim do dia, a gaveta aberta, a calculadora, e a conta não fecha. Falta um valor. Alguém lembra de um Pix que não foi anotado. Outro lembra que tirou dinheiro pra comprar uma peça de urgência. O cartão de ontem caiu hoje. Quarenta minutos depois, a diferença é pequena e você desiste de achar. Amanhã repete.

Caixa que não fecha não é falta de honestidade. É falta de rotina. E a rotina que funciona é curta, porque rotina longa ninguém sustenta.

O caixa se fecha durante o dia, não no fim

O segredo dos dez minutos está nas oito horas antes. Toda entrada é lançada na hora em que acontece, com três informações: o valor, a forma de pagamento e quem atendeu. Sem exceção pro "lanço depois". Depois é a hora em que a conta não fecha.

Isso vale pra saída também. Saiu dinheiro da gaveta pra comprar uma peça, pagar o motoboy ou fazer um troco, anota na hora, com o motivo. Sangria sem registro é a maior fonte de "sumiu dinheiro" que, na verdade, não sumiu.

Separe por forma de pagamento desde o lançamento

Dinheiro, Pix, débito e crédito não são a mesma coisa, porque não chegam na mesma hora nem com o mesmo valor.

  • Dinheiro está na gaveta agora. É o único que se confere contando.
  • Pix está na conta agora. Confere-se no extrato do celular.
  • Débito costuma cair no dia seguinte, descontada a taxa.
  • Crédito cai depois, no prazo da sua maquininha, com uma taxa maior.

Se você soma tudo numa coluna só, não dá pra conferir nada, porque não existe um lugar onde esse total esteja. Se separa, cada forma tem onde ser conferida.

Os dez minutos

Com os lançamentos feitos ao longo do dia, o fechamento vira isto:

  1. Conte o dinheiro da gaveta. Compare com: fundo de troco mais entradas em dinheiro menos saídas em dinheiro. Bateu, segue. Não bateu, a diferença é de hoje e está fresca na memória de alguém.
  2. Confira o Pix no extrato. Cada Pix lançado tem um Pix recebido. Sobrou um no extrato, faltou lançar. Sobrou um no lançamento, alguém anotou e o cliente não pagou.
  3. Some o cartão lançado e guarde. Não tente conferir cartão hoje. Ele se confere quando cai, contra o relatório da maquininha, e isso é tarefa de uma vez por semana, não de todo dia.
  4. Anote o total do dia por forma numa linha só. Essa linha é o seu histórico.

Quatro passos. O que leva tempo no fechamento tradicional é o passo que você acabou de tirar: procurar o que não foi lançado.

Um exemplo

Pense na Auto Elétrica Pirilampo, uma auto elétrica fictícia de Uberlândia. Fundo de troco de R$ 200, valores inventados pra este exemplo. Durante o dia: três serviços em dinheiro somando R$ 640, dois Pix somando R$ 1.100, um crédito de R$ 850 e uma saída de R$ 90 pra comprar um relé de urgência. No fechamento, a gaveta precisa ter R$ 750. O extrato precisa mostrar dois Pix. O crédito fica anotado pra conferir quando cair. Se a gaveta tem R$ 700, faltam R$ 50 e a pergunta é de hoje, não do mês.

Quem atendeu também é dado do caixa

Lançar quem atendeu parece detalhe e não é. É o que permite calcular comissão sem planilha e sem briga, saber quem está vendendo o quê e perceber que o balcão da tarde vende menos que o da manhã. Sem esse dado, o caixa diz quanto entrou e não diz nada sobre como.

O que o caixa não responde

O caixa diz quanto entrou. Não diz quanto sobrou. Aluguel, peça, salário, taxa de cartão e luz saem de outro lugar, e se você não separar as despesas por grupo, o mês parece bom na gaveta e ruim na conta.

Uma vez por mês, junte as despesas por grupo e compare com o mês anterior. Não precisa esperar o contador pra isso. Precisa de uma folha com seis linhas: aluguel e contas, peças e vidro, salários e comissões, taxas de cartão, impostos, outros.

O que o Apol Auto faz com isso

No Apol Auto, a venda é lançada em segundos com a forma de pagamento e quem atendeu. A mesma tela mostra o dia e o mês, com a meta e a projeção. Tem ranking de quem vendeu, recibo na impressora térmica sem valor fiscal e os relatórios saem em planilha. As despesas entram por grupo, com este mês contra o anterior.

O que o sistema não faz: cupom fiscal, maquininha ligada ao sistema, contas a pagar com vencimento, nem a saída de dinheiro da gaveta: o Caixa registra o que entrou; a sangria continua na sua folha. Os atalhos rápidos de produto hoje são de vidro. E a conferência do cartão continua sendo contra o relatório da sua maquininha.

Faça hoje: uma folha com cinco linhas: dinheiro, Pix, débito, crédito, saídas. Toda entrada e toda saída vão pra linha certa na hora, com quem atendeu ao lado. Às seis da tarde, conte a gaveta e abra o extrato. Cronometre. Se passar de dez minutos, alguma coisa não foi lançada na hora.

Caixa fechado é cabeça livre

Quem fecha o caixa em dez minutos não leva a loja pra casa. Sabe quanto entrou, sabe quem vendeu, sabe o que falta conferir e quando. O resto da noite é seu.

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