Todo sistema "pra oficina" promete servir pra qualquer loja que mexe com carro. Na prática, a vidraçaria precisa de coisas que a funilaria nunca vai usar, e a elétrica tem uma dor que a oficina mecânica não tem. Antes de escolher, vale saber o que é comum a todos e o que é específico do seu ramo. E, do específico, o que o sistema que você está olhando já faz e o que ele ainda não faz.
Este texto é essa lista, com o que o Apol Auto faz e o que ainda não faz.
O tronco que serve pra todos
Quatro ramos, um mesmo dia: o carro chega, alguém orça, o cliente aprova, o serviço anda, o carro sai, o dinheiro entra. O que resolve isso é igual pra todo mundo:
- O pátio em quadro. Cada carro numa etapa, visível pra quem atende e pra quem faz.
- O orçamento que vira OS. Itens, valor, validade, e o aprovado passa pra ordem de serviço sem redigitar.
- A aprovação por escrito. O cliente responde no celular, e fica registrado quando e o quê.
- A placa como chave. O histórico do carro, com o que foi feito, quando e com que garantia.
- O caixa por forma de pagamento, com quem atendeu, pra comissão sair sozinha.
Se o sistema que você olha não faz essas cinco coisas direito, o resto não importa.
Vidraçaria automotiva
O que muda: boa parte do vidro não está na prateleira. O serviço depende da distribuidora, e a garantia é de longo prazo, ligada ao vidro instalado.
O que a vidraçaria pede a mais:
- Encomenda com cotação. Vários preços lado a lado e o pedido acompanhado até a instalação. O Apol Auto faz, com uma lista fixa de distribuidoras, que pode não ter as da sua região.
- Conferência de entrega do vidro. Vedação, teste de água, sensor e câmera conferidos item por item antes de devolver. Existe, e é específica de vidro.
- Talão de garantia que vira histórico. O talão de papel fotografado entra no sistema, com o vale até calculado, e se acha pela placa. Existe.
- Estoque de vidro ligado ao carro, com contagem pelo celular e aviso de mínimo. Existe.
O que ainda não existe: campo próprio pra calibração de ADAS, o número da OS da seguradora ou da rede dentro da ordem de serviço, e usar as suas distribuidoras na encomenda.
Oficina mecânica
O que muda: o serviço se descobre com o carro aberto. O orçamento cresce durante o serviço, e o cliente precisa aprovar o item a mais sem vir à oficina.
O que a oficina pede a mais:
- Orçamento que cresce com o carro aberto. Entrou item novo, você gera outro link e o cliente aprova a lista atualizada sem vir à oficina. Existe.
- Histórico pela placa com o que entrou em cada OS. Existe.
- Vistoria de entrada com fotos, quilometragem e combustível. Existe.
O que ainda não existe: lembrete de revisão por quilometragem ou por data, etapas da OS com os nomes da sua oficina (no plano pronto, as etapas são as mesmas pra todas as empresas) e tempo padrão por serviço. Se o lembrete de revisão é o que você mais quer, é bom saber antes do teste.
Funilaria e pintura
O que muda: o carro fica semanas, o orçamento depende de ver o estrago e a discussão do risco na entrega é a pior do ramo.
O que a funilaria pede a mais:
- Vistoria com fotos de perto do dano e de longe do carro inteiro. Existe, com seis ângulos guiados e até doze fotos por OS.
- Aprovação por link, porque o cliente deixou o carro e foi embora. Existe.
- O pátio que aguenta semanas, com cada carro visível todo dia, mesmo parado. Existe, com as etapas padrão: "aguardando peça" e "estufa" ainda não são etapas.
O que ainda não existe: ordem de serviço com dois pagadores, como seguradora e cliente com franquia, fotos de saída na vistoria e etapas próprias de funilaria, como desmontagem e estufa. Serviço de seguradora é o ponto que mais pesa aqui: hoje a OS tem um pagador só.
Auto elétrica
O que muda: o diagnóstico leva horas e o cliente acha que olhar não custa. A peça é cara, gira devagar e o carro volta com o mesmo defeito.
O que a elétrica pede a mais:
- O diagnóstico cobrado no orçamento. Hoje entra como um serviço, com o nome e o valor que você der. Um campo próprio pra ele ainda não existe.
- Estoque de peça ligada ao carro, pra saber o que gira e o que encalha. Existe.
- Histórico pela placa pra saber o que foi trocado da última vez. Existe.
- Talão de garantia fotografado, com prazo. Existe.
O que ainda não existe: garantia por número de série da peça e aviso de troca de bateria pro cliente.
O que não muda em nenhum ramo
Algumas coisas o Apol Auto não faz hoje em ramo nenhum, e é melhor dizer aqui do que você descobrir no segundo mês: nota fiscal nos planos prontos, o cliente acompanhar a OS sozinho pelo celular, mais de uma loja na mesma conta, funcionar sem internet, cobrança por boleto ou Pix de dentro do sistema. Se uma dessas é essencial pra você hoje, fala com a gente antes de testar.
Como escolher
Pegue a lista do seu ramo e marque, item por item, o que você usa toda semana e o que usaria uma vez por ano. O sistema certo é o que faz bem o tronco e o que você usa toda semana. O que falta, você pergunta se está no caminho.
Faça hoje: escreva, numa folha, as cinco coisas que fazem a sua loja parar quando dão errado. Não as que você gostaria de ter, as que param o dia. Essa é a sua lista de exigências pra qualquer sistema. Compare qualquer proposta com ela, inclusive a nossa.
Mesmo tronco, planos diferentes
O Apol Auto nasceu dentro de uma vidraçaria automotiva, e é nela que ele é mais completo. Oficina, funilaria e elétrica usam o mesmo tronco e têm as ressalvas que você leu acima, ditas antes, não depois. Os planos crescem com a loja: o básico do pátio e do orçamento, depois caixa, estoque e comissão, depois a equipe no celular e o financeiro. Veja os planos e o que entra em cada um.