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A equipe no celular: o que o funcionário precisa ver e o que não precisa

Tarefas, carros da etapa dele, ponto e recados sim. Custo, margem e caixa não. Como decidir quem vê o quê antes de pôr o sistema na mão da equipe.

· 5 min de leitura · Por Victor Dias · Equipe, Celular, Ponto, Oficina, Vidraçaria, Funilaria

Você quer que a equipe use o sistema, mas trava na mesma dúvida: se o mecânico abrir o sistema, ele vai ver o caixa? Vai ver quanto custa a peça que ele instala? Vai ver o salário do colega? Então o sistema fica no computador do escritório, com a sua senha, e a equipe continua perguntando tudo pra você.

A dúvida é certa. A resposta não é esconder o sistema. É decidir, antes, o que cada pessoa precisa ver pra trabalhar, e dar só isso.

Comece pela pergunta certa

Não é "o que eu quero que ele veja". É "o que ele precisa pra fazer o trabalho dele sem me perguntar". Pra cada função da loja, liste as perguntas que a pessoa faz pra você durante o dia. Essas perguntas são o que ela precisa ver.

O técnico pergunta: qual carro é o próximo, o que fazer nele, a peça já chegou, o cliente aprovou o item a mais. O atendente pergunta: em que etapa está o carro do cliente que ligou, quanto ficou o orçamento, que horas tem vaga. Nenhuma dessas perguntas envolve custo, margem ou o faturamento do mês.

O que a equipe precisa ver

Os carros da etapa dela. O técnico vê os carros em serviço e os aprovados que ainda não começaram, com o que foi aprovado em cada um. Não precisa ver o orçamento recusado nem o entregue.

As tarefas do dia e da semana. O que foi combinado, com prazo e responsável. Tarefa combinada de boca vira "achei que era outro".

O ponto dela. Entrada, saída, o que falta bater, o saldo de horas. Quando a pessoa vê o próprio ponto, acaba a conversa do "eu cheguei às oito". E se esqueceu de bater, pede a correção pelo próprio celular e a gestão aprova.

A meta e os recados. A meta do mês, se a loja trabalha com meta. Os comunicados que hoje vão pro grupo do WhatsApp e ninguém lê, porque estão no meio das figurinhas.

O histórico do carro pela placa. O técnico que vê o que foi feito naquele carro da última vez trabalha melhor. Sem valor, só o serviço.

O que a equipe não precisa ver

Custo e margem. O preço de compra da peça e quanto a loja ganha em cima. Isso não ajuda ninguém a instalar melhor e abre uma conversa que não precisa existir.

O caixa inteiro. O técnico não precisa saber quanto entrou hoje. O vendedor precisa ver as vendas dele, pra comissão, e não as dos outros.

Dados dos outros. Ponto, salário, comissão e advertência são de cada um. Cada pessoa vê o seu.

O cadastro completo do cliente. Pra trabalhar no carro, basta a placa, o modelo e o que foi aprovado. Telefone e endereço do cliente são do atendimento.

Perfis, não senhas

A forma errada de resolver é uma senha pra tudo que fica com você e outra "da equipe" que todo mundo usa. Aí ninguém sabe quem mexeu em quê, e quando alguém sai da loja, a senha continua no celular dele.

A forma certa é um acesso por pessoa, com um perfil: dono, gerente, caixa, atendente, técnico. O perfil decide o que aparece. A pessoa decide só a senha dela. Quando alguém sai, o acesso dela é desligado, e o resto continua igual.

Celular no pátio é ferramenta, não distração

A preocupação de que o celular na mão vira rede social é legítima, e a resposta é a mesma de qualquer ferramenta: a regra de uso. O celular serve pra bater o ponto, ver o próximo carro, marcar o serviço como pronto e ler o recado. Isso leva segundos. O que a loja ganha é não ter mais ninguém indo até o escritório perguntar.

Pense na Funilaria Graúna, uma funilaria fictícia de Sorocaba. Antes, o chapeiro ia três vezes por tarde até o balcão perguntar se o cliente tinha aprovado a peça a mais. Agora ele vê no celular quando o cliente responde ao link, e o carro anda sem ninguém atravessar o pátio. O dono parou de ser o lugar por onde toda informação passa.

O que o Apol Auto faz com isso

No Apol Auto, cada pessoa bate o ponto por QR da loja e GPS juntos, vê meta, tarefas e comunicados na tela inicial do próprio celular, e tem o histórico e o saldo de horas na mão. Esqueceu de bater, pede a correção pelo app e a gestão aprova. Os perfis de acesso são dono, gerente, caixa, atendente, técnico e contabilidade, e cada um vê só o que deve.

O que o sistema não faz: reconhecimento facial, ponto sem internet e ponto certificado do tipo REP-P. Se a sua loja precisa de relógio de ponto homologado, o app complementa, não substitui.

Faça hoje: uma folha com as funções da sua loja em colunas e, em linhas, as informações do dia a dia: carros, orçamento, caixa, custo, ponto, tarefas, cliente. Marque, em cada cruzamento, vê ou não vê. Essa folha é a sua regra de acesso. Vale pra qualquer sistema, e vale pra planilha compartilhada também.

Equipe que vê o que precisa pergunta menos

Quando cada pessoa vê o próprio trabalho no celular, você deixa de ser o gargalo da informação e a loja anda sem você em cima. O que fica com você é o que é seu: o dinheiro, a margem e a decisão.

O app da equipe está no plano mais completo do Apol Auto, junto com o financeiro e a fila de pedidos pra Apol. Veja os planos e o que entra em cada um.

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